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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dia dos Avós


Ei Pessoal,

Bom dia!

Para quem não sabe, ontem foi dia dos avós (como se eles precisassem de um dia especial né?!). Então, "passeando" pela internet acabei lendo um texto que me fez lembrar com muita saudade da minha vó. Tenho certeza que ele é o retrato de muitas avós por aí. Ah! não esqueci os avôs não viu. Eles também merecem todo o nosso carinho e todo nosso amor.

Para quem ainda tem a honra de conviver com os seus "velhinhos", sugiro que aproveitem cada instante! =)

Feliz dia dos avós (um pouquinho atrasado.... hehehe)!

beijão,
Thina

"Tenho uma avó feita de açúcar, de sonho e de amor. Chama-se Dina. É uma senhorinha que fez noventa e dois anos ontem, doze de julho de dois mil e quatro. É pequena, de cabelos lisos, muito brancos e brilhantes, sempre arrumados. Tem o rosto redondo, com duas bochechas cor de rosa de enfeite sob os olhos espertos e ternos. Tem um jeito de sorrir que derrete almas.

E tem também muito ataque de riso, que tenta disfarçar inutilmente com a mãozinha tapando a boca, de um jeito só dela.Tem cheiro de antigas gavetas perfumadas de jasmim, de chuva na terra molhada, de bolo de fubá saído do forno, de manhãs de primavera, de banho tomado, de água limpa, de calda de chocolate, de água de colônia.

Veste-se sempre impecavelmente, com saias sóbrias e elegantes e camisas de tecido delicado de um leve colorido. Nas pernas (que são lindas até hoje), usa meias finas cor da pele e nos pés sapatinhos baixos de couro combinando com a roupa. As unhas sempre feitas e esmaltadas com um leve rosa pálido.

Ama panetone e um doce chamado camafeu. Ama bichos e flores. Ama acima de tudo nossa família. Minha avó, nossa grande e doce matriarca. Tem um jeito de dama antiga, tamanha a sua delicadeza, e ao mesmo tempo um jeito de menina arteira que conserva até hoje, no brilho dos olhos. Tem uma lucidez invejável, discute política e grandes títulos de livros. É culta, bem informada e atual.

Tem o dom da palavra, do conselho, de ouvir, de acolher, de entender, sem julgar. Tem o dom do amor. Também o dom da sabedoria, conquistada no alto de uma vida plena, onde criou bravamente cinco filhos, além de ter trabalhado a vida toda como professora, numa época em que as mulheres mal saíam de casa. Uma doce guerreira da vida.

Essa avó é muito mais que uma avó para mim desde que me conheço por gente. É minha amiga, confidente, companheira. É meu porto seguro, meu colo, meu exemplo, minha direção e meu orgulho. Amo ouvir as histórias de sua vida. Amo estar ao lado daquela alma de luz, daquele bibelô de porcelana na aparência, mas que por dentro tem honra, a luta, a grandeza, o caráter, a fibra como habitantes. Ser de poesia, de luz e de flocos de algodão. Minha fada velhinha. Minha avó. Meu amor".

Alessandra Mascarenhas

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