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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Re(começo) e Doação de Sangue!

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Ei Pessoal,

Tudo bem?

Já faz mais de um ano desde a minha última postagem (infelizmente!)... Mas, há momentos em que é preciso reconhecer que a gente necessita de uma PAUSA para reorganizar a vida e recarregar as “baterias”. 

Quero agradecer profundamente aos leitores que continuaram acessando o blog nesse período, mesmo que não houvesse conteúdo novo. Isso meu deu ânimo, coragem e determinação!

Ainda não sei com que frequência conseguirei escrever, contudo decidi (re)começar.

Para esse novo capítulo, escolhi falar de um assunto sério e que pode salvar vidas: doação de sangue!

A ciência avançou muito e fez várias descobertas na área da saúde, mas ainda hoje, não encontrou um substituto para o sangue humano. Apesar disso, no Brasil, apenas 1,8% da população doa sangue, o que significa que estamos longe de alcançar a meta proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 3% da população doadora.

No País, 3,5 milhões de pessoas realizam transfusões sanguíneas por ano. O sangue doado também é essencial para atendimentos de urgência, cirurgias de grande porte e tratamentos de doenças crônicas e cânceres.

A doação de sangue é um procedimento rápido e seguro! E cada doação pode beneficiar até 4 pessoas.

Veja os requisitos:

Quem pode doar?
- Pessoas entre 16 e 69 anos. (se o voluntário à doação de sangue tem entre 16 e 17 anos ou mais de 60 anos, é importante conhecer as normas e documentos necessários para doação de sangue).
- Quem tem e está com boa saúde;
- Quem pesa acima de 50 kg;
- Quem dormiu bem na noite anterior à doação;
- Mulheres, mesmo se menstruadas ou em uso de anticoncepcionais

Quem não pode doar?
- Quem teve hepatite após os 11 anos de idade, exceto se tiver comprovação laboratorial da época em que a pessoa tratou da hepatite A (IgM positiva).
- Quem teve exposição a situações de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis nos últimos doze meses;
- Quem teve gripe, resfriado ou diarreia nos sete dias anteriores à doação;
- Quem ingeriu bebida alcoólica nas últimas 12 horas anteriores à doação;
- Quem já usou alguma vez drogas injetáveis;
- Quem apresenta ferimento ainda não cicatrizado;
- Quem estiver grávida ou em período de amamentação. Após o parto normal é necessário aguardar três (3) meses e após cesárea, seis (6) meses;
- Quem fez qualquer exame ou procedimento endoscópico nos seis (6) meses;
- Quem fez cirurgia por laparoscopia nos últimos seis (6) meses;
- Quem fez tatuagem nos últimos 12 meses;
- Quem fez tratamento dentário recente (a pessoa pode ser impedida de doar por um período de 1 a 30 dias, conforme o caso);
- Quem fez piercing nos últimos 12 meses anteriores à doação. Piercing localizado em área genital ou na boca, somente poderá ser liberada a doação após 12 meses da sua retirada.

Quer saber mais? Acesse:

Se você está em Uberlândia, nesse sábado está acontecendo um grande mutirão de doação! Participe!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Pra pensar: Reflita, talvez você não precise de um cachorro!


Evito usar o meu Blog para falar de assuntos polêmicos...

Por simples crença pessoal, não acredito que essa seja a melhor forma de expor minhas opiniões, mas hoje não quero me calar.

Acabo de presenciar uma cena, que, definitivamente, dilacerou meu coração.

Um motorista de ônibus, talvez, impaciente, acaba de atropelar e matar brutalmente um cãozinho, que tentava atravessar a rua. Eu ouvi o seu grito e não consegui dizer nada! Só senti as lágrimas caírem. Mais uma vida se foi...

Quem me conhece sabe que eu sou apaixonada por animais, especialmente, os cachorros. E, um misto de comoção, tristeza e raiva toma conta de mim, quando os vejo nas ruas, com fome, sede, frio, maltratados e sem terem para onde ir... Quando, vejo postagens e mais postagens de doações de animais, como se eles fossem um sapato que ficou apertado, uma roupa que não serve mais, um brinquedo que já não diverte as crianças, ou um segurança que não consegue cumprir o seu papel de vigiar a casa.

Então, eu me pergunto, se todas as pessoas que são capazes de maltratar e abandonar, pensaram no significado e na responsabilidade de ter um cachorro, antes de fazê-lo.

Será que pensaram que um cachorro exige cuidado, atenção, carinho, gastos com alimentação, veterinário e cuidados básicos? Será que pensaram que, se for de grande porte, ele irá crescer e necessitará de espaço? Será que pensaram que não é preciso escolher entre ter um cachorro e uma criança? Será que pensaram que se os filhotes não são desejados ou se não se pode cuidar deles é necessário “vigiar” a cadela ou castrá-la? Será que pensaram que os cachorros são domésticos, dependentes e nós deveríamos cuidar deles?

Tomara que não! Eu quero acreditar que não! Eu quero acreditar que os seres humanos, apesar de serem considerados mais evoluídos que os animais, não são responsáveis por tanta crueldade.

E, se você está pensando em comprar, adotar ou permitir que sua cadela dê cria, por favor, reflita! Se você quer um segurança, contrate uma empresa, coloque uma cerca elétrica, instale câmeras... um cachorro não nasceu pra isso! Se você quer algo para simplesmente entreter o seu filho, compre um brinquedo... um cachorro não nasceu para isso! Se você não tempo e nem disposição para cuidar do seu cachorro depois que chega do trabalho ou depois de um dia estressante, se você acha que sua casa é pequena e que ela não deve ter nenhum traço de desordem ou sujeira, se não está disposto a fazer um investimento para que seu cachorro tenha a mínima qualidade de vida, não tenha um cachorro! Definitivamente, você não precisa de um.

Ah! E se você não sabe o que fazer com filhotes, dê um passo atrás no processo e evite que sua cadela fique prenha. É o mínimo que você pode fazer para ajudar a construir um mundo melhor!

Por outro lado, agradeço imensamente a todos aqueles que “remam contra a maré” e são verdadeiros anjos. Pessoas que não medem esforços, nem investimentos, nem o espaço, nem tempo... Eles, simplesmente, salvam vidas! E isso significa algo para você?


Sei que o mundo está cheio de tristeza, miséria e problemas sociais e, que muitos, considerarão que eles são, infinitamente, mais relevantes e importantes que esse meu desabafo, mas, ainda assim, eu o faço! Um problema não faz calar o outro.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Paradigmas da modernidade: a vida das mulheres!



Às vezes, olho para a minha mãe e penso que nunca poderei ser uma mãe como ela, muito menos como a minha vó. Como cheguei à essa conclusão? Melhor recapitular a história...

Minha vó foi prometida ao meu avô quando nasceu, ela só o conheceu no dia do casamento, casou-se ainda adolescente, viajou de navio por aproximadamente 3 meses para chegar ao Brasil e teve 12 filhos (acreditem se quiserem!). Até o seu último dia respeitou a sua cultura de origem, foi forte, batalhadora e conseguiu criar seus filhos sozinha, já que meu avô faleceu muito cedo e não haviam parentes por aqui. Apesar das dificuldades, todos seus filhos seguiram o caminho do bem, e nunca lhes faltou carinho, conselhos e colo. Nunca ninguém a viu derramar um lágrima, ela tinha a capacidade de reunir toda a família e era a mais sábia dos mulheres. 

No segundo capítulo dessa história está a minha mãe. Ela abriu mão do trabalho quando se casou. Sua dedicação foi total à nós (eu, meu irmão e meu pai). Não consigo me lembrar de um único momento no qual ela não estivesse presente. Sinceramente, acho que não existe. Ela sempre cuidou das refeições, dos aniversários, da roupa, dos cadernos, do shampoo, da escova de dentes, da tarefa de casa, da mamadeira, da blusa de frio, da mochila, do lanche, do cabelo... Sempre sofreu, chorou, riu, comemorou, caiu e levantou em cada um dos momentos pelos quais eu e meu irmão passamos. Aprendeu o que não sabia só para atender aos nossos pedidos e ver nosso sorriso. 

Seguindo mais um capítulo, aqui estou eu. É verdade que ainda não tenho filhos, mas tenho convivido tanto com mulheres-mães-profissionais que já imagino o que vem pela frente. Não me parece ser nada fácil! (acho que já estou sofrendo por antecedência). Mas sempre me questiono sobre o futuro da instituição chamada família. Com essa vida turbulenta em que vivemos, repito, parece ser quase impossível ser uma mãe, tal qual a minha avó ou a minha mãe. Sem filhos, mal temos tempo para comer, cuidar da casa, viajar, cuidar da beleza, estudar, dormir, descansar, afinal o trabalho e as responsabilidades estão na empresa, em casa e onde quer formos, por meio da tecnologia. Com filhos, só sendo mãe para conseguir gerenciar a agenda profissional, pessoal e dos filhos. E, quando algo não dá certo, como elas sofrem por terem que escolher entre os filhos e a profissão!

Alguns podem dizer que tudo é questão de gestão do tempo, afinal vivemos a era da tecnologia e da informação, em uma época em que as mulheres são livres (embora ainda desrespeitadas) e grandes profissionais. Mas, mesmo assim eu me pergunto se mesmo gerindo o meu tempo eu verei os primeiros passos do meu filho, antes da babá, ou da tia da escolinha, ou da minha mãe. Se eu estarei viajando ou participando de algum compromisso profissional quando ele cair, ou brigar com a namorada, ou precisar fazer a tarefa de casa. 

Por outro lado, pode ser que a resposta não seja a gestão do tempo, mas sim as escolhas de vida que fazemos, já que nós (mulheres) não somos obrigadas a trabalhar. Será que não? Então, quem irá pagar as despesas da casa, a escola do filho, o convênio médico, as roupas, os remédios? Só o homem? E, se o dinheiro não for problema, onde fica a realização profissional da mulher, todo o seu potencial e todos os seus sonhos? Assim, parece-me que trabalhar continua sendo necessário para o bolso e para a autoestima e autorrealização.

E o que fazemos? Não sei! Mas é aí que eu me lembro do que uma amiga que dizia: “se hoje eu encontrasse aquela mulher que queimou o sutiã eu daria uns tapas nela. Eu adoraria uma vida de Amélia, cuidando apenas da minha casa, do meu marido e dos meus filhos”. 

É mais do que óbvio que sou contra as conquistas das mulheres (de maneira nenhuma!), até porque sou uma dessas "mulheres modernas", que se beneficiou da conquista de todas aquelas que, no passado lutaram, e daquelas que ainda continuam lutando para que tenhamos respeito pelo que somos, enquanto mulheres, mães, esposas e profissionais.  

Entretanto, o fato é que eu não consigo vislumbrar uma forma de conciliar toda a minha trajetória profissional desse mundo frenético, com o meu papel de mãe, no sentido mais amplo do termo, ou seja, sendo para os meus filhos, tudo o que a minha mãe foi e é pra mim, e tudo que a minha vó foi para a minha mãe, pois isso sempre fez uma profunda diferença em nossas vidas, em todos os momentos. 

Enfim, não tenho respostas, apenas questionamentos e reflexões... Paradigmas de uma vida moderna!

Ps. Por que eu chamei de paradigma? Só o meu professor de epistemologia para explicar! hahaha...

Thina


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Texto: Sobre o dia dos namorados e outras tantas datas de dar presente


Quanto mais o tempo passa, mais observo as datas comemorativas e o comportamento das pessoas. Às vezes tenho a sensação de que o verdadeiro significado dessas datas foi esquecido ou, simplesmente, deixado para trás. Então, o que restou? Apenas a vontade e a necessidade louca e desenfreada de se comprar um presente. Ponto para o consumismo!

E, assim, o Natal, o Dia das Mulheres, o Dia dos Pais, o Dia dos Namorados, a Páscoa, o Dia das Mães e até o Carnaval, ganharam um novo e igual significado: dia de dar presente.

Quer um exemplo? O dia dos namorados se aproxima e por onde ando não vejo declarações, nem frases inspiradoras, nem gestos de carinho, nem mudanças de atitude... (Me perdoem a generalização!). Vejo apenas propagandas e campanhas publicitárias dizendo subjetivamente, ou não, que o mais importante é o presente. Ou seja, não se esqueça do presente neste dia especial e tudo estará resolvido, seu namoro está garantido por, pelo menos, mais um ano.

E eu que sempre pensei que namoro fosse algo bem mais complexo do que dar um presente. Acho que estou ficando velha e/ou vivendo no passado! Sonhando com aquela época em que o dia dos namorados era comemorado e vivenciado todos os dias. Quando os namorados não recorriam aos presentes para compensarem a ausência e que o amor era cultivado com pequenos gestos e carinhos. Quando à mesa do jantar não haviam telefones, nem Internet, nem trabalho à distância e nem selfie. Quando os casais não precisavam gerenciar as redes sociais a cada segundo para saber se as pessoas curtiram o presente, que antes de desembrulhado já foi compartilhado. Quando as declarações eram olho no olho e o buque eram de flores cuidadosamente colhidas do jardim. Quando as pessoas não precisavam de data especial, nem de modismo nenhum para sair de mãos dadas e olhar as estrelas ou para jantar à luz de velas. Quando o presente de dia dos namorados era estar presente na vida um do outro, independentemente do local, do tempo, do valor, do restaurante, do laço vermelho, do tamanho da caixa, das curtidas e, principalmente, do que os outros pensam ou falam.

E antes que alguém ache que eu não gosto de dar e nem de receber presentes, já vou logo avisando: eu adoro! Não sou contra mimos nem presentes. Eu gosto e tenho certeza que você também, afinal eles também são gestos de carinho. No entanto, já parou para pensar no que está sendo mais pesado nesta balança? O que você sente e faz todos os dias pelo seu namorado(a) ou o presente que você compra no dia dos namorados? Se for o presente, ainda dá tempo de equilibrar essa balança, tirando algumas doses de consumo e acrescentando algumas pitadas de amor. 

Acredito que você não vai se arrepender!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Texto: Inspiração que vem de dentro


Hoje me deu vontade de remexer nas caixinhas da memória pra falar de nós. Já falei tanta coisa, tantas vezes e tantas formas, mas ainda sim resolvi escrever, afinal falar de coisas boas sempre faz bem pra alma. Depois de tantos anos de amizade, quem diria que nossos caminhos seriam um só? Ou será que era amor desde que nasceu e a gente nunca soube? Sei lá, e isso, definitivamente não importa. O que faz sentido são os olhares, os sorrisos, os sonhos, a cumplicidade, os aprendizados e a vontade de permanecermos juntos na alegria e na tristeza antes mesmo de dizermos aquele “sim” que sela algo que deram o nome de casamento.

Já foram tantos meses, dias, horas, segundos, telefonemas, mensagens, encontros, festas de família, docinhos de festa e km percorridos e, ainda assim, espero que sejam incontáveis os que ainda estão por vir. Incontáveis também são as músicas que fazem parte da nossa trilha sonora. É lógico que isso seria inevitável! O que se espera de um relacionamento de um músico com uma completa apaixonada por música? Música para todos os lados e em todos os momentos. Ainda me lembro quando ouvi pela primeira vez “...Vem me livrar do abandono, meu coração não tem dono, vem me aquecer nesse outono, deixa o sol entrar, deixa entrar o sol...” Posso sentir a brisa suave, ouvir a chuva cantarolando junto com a música e sentir novamente a mágica daquele dia. Contudo, sinceramente, naquele momento eu não poderia imaginar o que esse “sol” era capaz de fazer. O sol que você me trouxe aqueceu meu coração, deu luz e cor para a minha vida, trouxe aconchego para os dias difíceis, colo nos dias em que nem eu mesma me aguento e paz para os meus pensamentos que estão sempre acelerados. Além disso me deu voz para cantar tudo que existia dentro de mim, deu asas para as minhas linhas que viviam presas ao papel e me deu forças para lutar por tudo que eu acredito.

Também me lembro das surpresas, das flores, dos presentes, da apresentação para a família, dos perrengues, da aprovação no vestibular, dos lugares diferentes, da nossa forma de comemorar, do dia dos namorados, dos fins de semana em que você estava longe, da cara de espanto das pessoas quando nos viram juntos, dos amigos que apoiaram, da minha ou nossa música, do filme que não tivemos coragem de dizer um ao outro que era horrível, dos shows, das risadas, dos apelidos, das nossas mãos dadas.

Não poderia deixar de falar em sinceridade e sensibilidade. Isso traduz tão bem o nosso relacionamento. Eu sempre desejei que fosse assim e como diz uma frase que eu gosto muito: “cuidado com que o você deseja, há uma grande probabilidade se tornar real”. Então, obrigada por tudo que somos juntos e desejo que seja eterno. 

Assim seja.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Inflação: uma ótima explicação

Ei pessoal! 

Hoje recebi um link para que eu visse essa tirinha. Ao lê-la percebi que se trata de uma verdadeira aula sobre cidadania. Espero que gostem tanto quanto eu. 

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Texto: Conclusões sobre um relacionamento saudável #coisasdecasal


Eu sei que já falei mais de 1.000.000 de vezes sobre a minha paixão pela leitura; e nos últimos posts também falei sobre a minha falta de tempo para ler coisas que realmente gosto (sem ser por obrigação). Acreditem, a falta de tempo não é uma desculpa verdadeira, é a mais pura realidade para uma pessoa que trabalha o dia todo, faz faculdade e mestrado ao mesmo tempo. É uma loucura! As palavras parecem até se misturarem e, às vezes, até me perco entre os conteúdos. Mas, já me convenci que vou sobreviver #euespero.

Quando eu digo que me falta tempo para ler, me refiro aos livros, já que volta e meia me deparo com textos que me chamam à atenção e quando percebo já os li por inteiro. E logo em seguida já me vem uma vontade imensa de escrever... É o que senti nesse momento.

Gosto de ler coisas interessantes, muitas vezes de autores não tão conhecidos, mas que me fazem refletir sobre a vida, sobre a minha profissão, minhas escolhas, minhas atitudes... enfim, que me fazem pensar e, talvez, concordar, discordar, mudar.

Acabo de ler um texto intitulado "10 coisas que você aprende quando vive um relacionamento saudável". Achei o título meio "piegas", mas a curiosidade me instigou a ler um pouco mais. Ainda bem! Para o meu espanto, o texto que parecia capa de revista de autoajuda (nada contra) se mostrou um verdadeiro compilado de coisas importantes em um relacionamento. Felizmente, concordei com cada linha. E partilho sim da opinião que “o verdadeiro amor é muito diferente de um relacionamento casual”.

Te deixei curioso também? 

O texto está bem aqui, e é uma adaptação do "When You’re In A Good Relationship, You Learn These 10 Things".

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Texto: Dia Internacional da Gentileza


Outro dia – numa roda de amigos – surgiu um assunto que me fez pensar: já repararam que nesses tempos modernos, deixamos a gentileza de lado e nos desculpamos pelos maus modos, colocando a culpa no estresse? Pode ser uma resposta atravessada por conta do trânsito caótico. Pode ser o prazo curto. A falta de dinheiro. A falta de tempo. A falta de saúde. A falta de graça na vida. Os motivos são muitos e não param. Mas será que – em nome das nossas “faltas” – temos o direito de sermos MENOS humanos? Onde foi parar a delicadeza, a gentileza, a educação e o respeito? Onde foi parar o que nós SOMOS?

Desculpe-me, mas é difícil responder. Estamos tão individualistas que mal percebemos o outro. Eu, pessoalmente, acho uma falta de inteligência privilegiar apenas o SABER e não valorizar quem tem uma visão generosa do mundo. Para mim, a combinação dos dois – conhecimento e sensibilidade – são um prato cheio para vivermos melhor. E crescermos tanto pessoal, quanto profissionalmente.
Infelizmente, não é isso que vemos por aí. O respeito parece ter saído de moda. Gentileza, então, virou gíria das nossas avós. Nada de “bom dia”, “boa tarde”, nem um olhar que te perceba como indivíduo.

Importante esclarecer: não gosto de generalizar. Conheço pessoas que – no meio do salve-se quem puder! – continuam a ser PESSOAS.  Enxergam, em seus olhos, o outro. Oferecem – sem o menor constrangimento – um abraço sincero. Uma ajuda inesperada. Um elogio. Um silêncio na hora certa.

Isso, para mim, não é frescura. É apenas a boa e velha educação pedindo passagem... Implorando para não ser esquecida, dentro do carro, na hora do rush.

Claro que não é preciso dizer “obrigada!” a cada minuto. Mas antes uma palavra doce do que deixar nosso lado brucutu (acredite, todo mundo tem um!) falar mais alto e acabar com a CORDIALIDADE que ainda nos resta.
Você acha esse papo ultrapassado? Chegou, então, a hora de me desculpar. DE NOVO.

Sei que pode parecer ingenuidade minha, mas eu continuo com fé no ser humano. (E em mim). Acho que a pessoa que desenvolve sua sensibilidade para perceber o outro (seja no trabalho, em casa, na rua ou na fazenda), só tem a ganhar. Uma promoção. Um trabalho melhor. Um amigo de verdade. Um dia mais feliz. Ou apenas um sorriso que – a meu entender – já vale o esforço.

Por isso, venho escrever esse texto para tirar meu nó da garganta e alertar aos que ainda sabem ouvir: o mundo precisa de mais gentileza. E menos – muito menos! – cara amarrada.

Texto de Fernanda Mello, retirado do site Fernanda C. Mello.


E pra terminar a música "Gentileza" de Marisa Monte:

“...Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de gentileza...”

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Texto: Casar ou morar junto?


Passeando pelo facebook vi um título que me chamou atenção: “Não vou casar, vou morar junto”. Li o texto e adorei a delicadeza e a sinceridade com que Marilia Neustein falou sobre o assunto. Você pode conferir o texto completo aqui.

domingo, 26 de outubro de 2014

Texto: Sobre as eleições 2014


Em um país em que vigora a democracia e a liberdade de expressão, já era esperado o descontentamento de uns em detrimento dos outros, já que os candidatos à presidência, ao menos teoricamente, defendiam ideias opostas.

Particularmente não sou a favor do governo eleito, pelos mais diversos motivos. No entanto, acredito não que não cabe discuti-los aqui. De outro modo tenho plena convicção de que não existem (infelizmente) governos totalmente íntegros. Talvez isso seja fruto, inclusive, da forma como os brasileiros, em geral, lidam com as coisas, sempre procurando dar o famoso “jeitinho brasileiro”.

Apesar de tudo isso, o que eu sinceramente não concordo e não gosto de ver nas redes sociais e nos sites em geral antes e depois do resultado, é a enxurrada de comentários negativos, que julgam, culpam, acusam pessoas e localidades pelo desfecho presidencial.


Temos convicções diferentes e não estou comemorando o resultado, mas independentemente disso somos uma nação e é nosso dever cuidar do nosso país e nos manter unidos para enfrentar as adversidades que estão por vir e que, com certeza, serão muitas. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Texto: A arte de ser professor

Em homenagem ao dia do professor, compartilho com vocês um texto maravilhoso de Gildênia Moura:

“Quando um amigo pediu para que eu escrevesse algo sobre “A Arte de Ser Professor”, visto que para ele eu sou uma professora brilhante (ele é um leitor de Augusto Cury), fiquei pensativa... Será que realmente sou uma boa professora? Será que eu sou uma professora brilhante? Interrogações que nos fazem pensar. E quando ele disse o título “A Arte de Ser Professor”, lembrei-me de Ovídio com a obra "A Arte de Amar", pois para mim, educar é um ato de amor.  Então, a arte de ser professor é ter a arte de amar o que faz, amar sua profissão, amar seus alunos, amar as vitórias e as derrotas também, pois com esta última também aprendemos. E como as derrota nos ensinam! Elas são estímulos para continuarmos na concretização de nossos sonhos, elas são mais um motivo para chegarmos ao final da competição e dizer para si mesmo: “Eu não sou um derrotado, pois não desisti.”

O tratado de Ovídio é sobre a sedução e o jogo amoroso. E a arte de ser professor? Também é um tratado de sedução e de jogo amoroso? Creio que sim, pois o professor seduz o aluno ao jogo amoroso do conhecimento. Como é maravilhoso ter amor aos estudos, a um novo mundo!

Então, o que é ser professor? Posso dizer que feliz é aquele que passa aos outros o que sabe e que nessa semiose também aprende, como diz Guimarães Rosa: “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”. Esta é uma grande máxima, pois nessa troca de conhecimentos sempre aprendemos algo com o outro. E posso dizer com franqueza, aprendemos muito com nossos alunos, temos na sala de aula um grande potencial humano que pode transformar nosso país em uma grande nação. Como disse Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. E eu acrescento: Um país se faz com seres humanos livres, honestos, dignos, éticos e educados porque todos eles tiveram mestres dedicados, e estes foram respeitados por seus governantes.

E o que é a Arte? Por que a Arte de Ensinar?

Podemos nos basear nas ideias de dois grandes filósofos gregos: Aristóteles e Platão consideram Arte imitação da vida, mas para Platão significa copiar e para Aristóteles a arte imita a vida nas suas virtualidades criadoras, a Arte cria (mimese). Então, a arte tanto cria como também imita. E a Arte de Ensinar seria criação e imitação da vida no qual os professores são atores no palco da sala de aula com o objetivo no qual os alunos possam tirar do processo ensino-aprendizagem lições de amor, conhecimento, respeito, cidadania e ética para que eles possam colocar em prática por toda a vida deles, a Arte sai da sala para o mundo.

Poetizando, digo que ser professor é importar-se com o aluno como um ser humano e não apenas em mais um na lista de frequência; é olhar para eles e pronunciar o nome deles e não o número de matrícula; é perceber o aluno numa dimensão de um agricultor que cultiva uma planta muito rara, que está precisa de cuidado, atenção e amor para que possa ser transformada em uma bela árvore e desta brote excelentes frutos. Creio que o professor conseguirá ver bons frutos se ele amar o que faz, se ele cuidar da planta com amor, mas não esquecendo para que o mestre dê amor é necessário que ele receba também amor. E o amor de qualquer profissional é ser respeitado pelo trabalho que cumpre. O mundo só viverá em harmonia se tiver amor e respeito ao próximo.

Então, a arte de ensinar é o professor amar o trabalho pelo qual fez opção e ser respeitado pelos alunos e órgãos institucionais como profissional. Pois, como diria Orígenes Lessa, todos nós precisamos ter "O Feijão e o Sonho" em nossas vidas”.

Profa. Gildênia Moura – Site Recanto das Letras

Texto: Eu mimo, você mima!


MIMO - sm (lat mimu) 1 Presente delicado. 2 Gesto ou expressão carinhosa com que se trata alguém. 3 Coisa encantadora pela beleza e harmonia das formas. 4 Delicadeza, distinção, primor. (Michaelis)

E quem não gosta de um mimo? Só pela descrição do dicionário já dá pra dizer que um mimo é bom e faz bem!

Pode parecer clichê ou romântico demais, no entanto, se sentir lembrado é bom demais, não é? De repente, quando a gente menos espera, alguém aparece com um mimo que muda o nosso dia, a nossa expressão, os nossos pensamentos... Nos arranca um sorriso e, quem sabe, nos faz suspirar alto.

Ah! Definitivamente um mimo não tem nenhuma relação com valor financeiro. Enquanto tanta gente pensa que o que importa é o quanto custa cada coisa, acredito que delicadeza e carinho não são expressos em cifrões.

Uma carta, um e-mail, uma mensagem no whats, um recado no face, um telefonema, um sms, um cartão, uma flor roubada no vizinho, um chocolate, um esmalte, uma caneta, um bloco de anotações, pode fazer mais sentido e ser mais emocionante que um presente "caro", embrulhado com um papel dourado e fita vermelha. Então, tem como exemplificar mimo? Acho que não! Afinal, quando queremos muito “mimar” alguém, sabemos exatamente o que fazer e, com certeza, é algo bem particular e regado com carinho.

Sou defensora dos mimos do dia-dia, pois fazer alguém feliz não custa nada e significa muito.


Thina

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Refletindo sobre o amor


Nesse mundo em que a internet, os celulares e aplicativos já fazem parte da nossa vida, nada melhor do que perceber que eles ainda podem ser veículos de boas mensagens.

Hoje pela manhã recebi uma mensagem em formato de áudio do Padre Fábio de Melo. Independentemente da religião, acredito que qualquer palavra que nos fale ao coração é sempre bem-vinda. Ele começa dizendo: “não há nada mais cansativo do que ser aquilo que você não é”. Só por essa frase já tive vontade de continuar a ouvir o que ele tinha a dizer...

Em seguida ele faz uma reflexão linda sobre amar verdadeiramente, que se aplica tanto aos casais, às relações entre amigos e ao próprio amor que Deus sente por nós.

Então, eu ouvi: “Na vida, a gente só sabe que ama alguém, a gente só tem o direito de dizer a alguém que a amamos depois de ter dito infinitas vezes a esse mesmo alguém a frase: eu perdoo você. Porque na verdade a gente só sabe que ama, depois de ter tido a necessidade de perdoar. Antes do perdão a gente pode ter admiração por alguém, mas admirar alguém ainda não é amar, porque admiração não nos leva a dar a vida pelo outro. Admiração é um sentimento, uma situação superficial, eu admiro aquela pessoa, mas eu sei que amo depois de ter olhado nos olhos, saber que errou, que não fez nada certo e ainda sim eu continuar dizendo que "eu não sei viver sem você", "apesar de ter errado tanto continuas sendo tão especial para mim". A gente sabe que ama as pessoas assim, depois de ter feito o exercício de olhar nos olhos no momento que ela não merece ser olhada e descobrir ainda ali uma chance, ainda não acabou”.

Ufa! Como dizer tão pouco e ao mesmo tempo dizer tudo. Nunca tinha parado pra pensar no amor nesses termos, em tão direta relação com o perdão. Mas, ao mesmo tempo, percebi o quanto faz sentido. Talvez essa seja a explicação para um amor tão forte e profundo como o de mãe. Quantos perdões, quanto amor...

E aí ele nos leva a pensar: E os nossos amigos, nosso (a) namorado (a) deixaram de ser amigos (as) ou namorado (a) no dia em que falhamos, que erramos, que esquecemos, no dia que não conseguimos acertar? Continuamos tendo valor pra eles? E ao contrário, eles continuam tendo valor pra nós?

Então, trago um último trecho para pensarmos: “Deixe entrar na sua vida, somente as pessoas que querem te fazer melhor, porque gente que nos diminui nós já estamos cheios”.

Não consegui postar o mesmo áudio que recebi aqui, mas trouxe outro vídeo que, em essência, diz o mesmo. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Texto: Ansiedade


ANSIEDADE - 1 Aflição, angústia, ânsia. 2 Psicol Atitude emotiva concernente ao futuro e que se caracteriza por alternativas de medo e esperança; medo vago adquirido especialmente por generalização de estímulos. 3 Desejo ardente ou veemente. 4 Impaciência, insofrimento, sofreguidão.   
(Dicionário Michaelis)
Quem sofre desse “mal”?

Aparentemente boa parte da população mundial, especialmente, se levarmos em conta o título de uma das recentes obras de Augusto Cury: Ansiedade – Como enfrentar o mal do século.

No meu caso, acredito que convivo diariamente com a minha ansiedade, e tenho sentido piora crescente nos últimos tempos. Talvez isso seja resultado de uma vida cheia de desafios pessoais e profissionais, uma mente que não pára nunca, e a preocupação com os dias que ainda nem chegaram.

E daí em alguns momentos eu chego a me perguntar: Se ainda não aconteceu, qual o motivo para sofrer? Você nem sabe o resultado ainda! E, muitas vezes, o resultado bem melhor do a gente espera, mas ainda temos terrível mania se sempre pensar no pior. Então, acho que estava certa a pessoa que disse que “Quem sofre por ansiedade sofre duas vezes”. E como sofre!

Melhor seria cultivar a sapiência do que sofrer com tanta ansiedade. E aí, as palavras de Augusto Cury, no livro que citei acima, são realmente inspiradoras: “Ser sábio não significa ser perfeito, não falhar, não chorar e não ter momentos de fragilidade. Ser sábio é aprender a usar cada dor como uma oportunidade para aprender lições, cada erro como uma ocasião para corrigir caminhos, cada fracasso como uma chance para recomeçar. Nas vitórias, os sábios são amantes da alegria; nas derrotas, são amigos da interiorização. Você é sábio? Viaja para dentro de si mesmo? A grande maioria de nós provavelmente conhece no máximo a antessala da própria personalidade”.


Confesso que ainda não consigo fazer o melhor, mas já tenho consciência que é preciso desacelerar e aproveitar o momento presente que, com certeza, não volta mais. O futuro é futuro, melhor pensar nele amanhã.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Texto: "A gente espera do mundo e o mundo espera de nós"


“O que você joga para o Universo ele lhe devolve”.

Não sei exatamente quem escreveu essa frase e acredito que já a ouvi diversas maneiras, como por exemplo, lei de causa e efeito, lei da ação e reação, lei da atração. Enfim, isso realmente não importa! O que importa é que esse “ensinamento” faz muito sentindo em minha vida... E, por incrível que pareça, ainda fico surpresa, quando vejo na prática que tudo que fazemos e/ou pensamos, de uma forma ou de outra, retorna pra gente.

Eu já refleti muitas vezes e em muitas situações a respeito disso, mas na semana passada, enquanto recebia o carinho de tantas pessoas pelo meu aniversário, isso parece ter ficado mais explícito. Eu comecei a me perguntar: por que tantas pessoas me deixaram recados, me ligaram, me deram presentes, fizeram uma prece, me enviaram um e-mail? Acho que encontrei essa resposta em eu mesma.

Apesar de ser objetiva e “fechada” eu sempre fui apaixonada por pessoas. Me preocupo, me coloco à disposição e faço o possível para que elas se sintam realmente importantes. Então, será que foi isso que recebi? Não! Com certeza, foi muito mais que isso. Foi muito mais amor e carinho que eu poderia esperar. E isso me faz concluir que quem se sente “cuidado” também cuida e voltamos ao início dessa conversa.

Me faz pensar, também, que antes de culpar alguém pelos problemas que aparecem em nosso dia-a-dia é sempre bom analisar se a responsabilidade é do outro ou de nós mesmos. Ou seja, apesar de parecer clichê, a força está em nossas mãos e apenas nós mesmos somos capazes de fazer diferente.

Então, falando em “clichês”, que tal terminar esse texto com um que diz que “a vida muda, quando você muda”? Acredito que esse é um bom ponto de partida para recebermos o que a gente espera do Universo. 

Por fim, já dizia Lenine, "A gente espera do mundo e o mundo espera de nós".

domingo, 13 de julho de 2014

Texto: A verdade sobre o Brasil



Li esse texto e senti uma vontade imensa de compartilhar, afinal "classificar" um país como bom ou ruim, não depende apenas de ganhar a Copa do Mundo.

"Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos...
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9. Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!


Escritora holandesa Aliefka Bijlsma 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Textos: A complicada arte de ver

Ilustração: Airon Barreto

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".

Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...


Rubem Alves. O texto acima foi extraído da seção "Sinapse", jornal "Folha de S.Paulo", versão on line, publicado em 26/10/2004.